IniciativasProjeto de lei de um grupo de cidadãosPJL 176/XVII
de um grupo de cidadãos, entregue no Parlamento a 5 de setembro de 2025.
Agora. O Parlamento aprovou a iniciativa por unanimidade na votação final global, a 16 de outubro. A comissão fixa agora a redação final. Depois, o diploma segue para o Presidente da República.
Propõe que a licença parental inicial, isto é, o período de ausência do trabalho para cuidar do bebé após o nascimento, passe a ser de 180 dias pagos a 100 % do salário, mesmo que apenas um dos pais a goze.
Segundo os cidadãos que apresentaram o projeto de lei, a licença é paga a 100 % durante um período mais longo apenas quando os pais a partilham. Por esse motivo, afirmam, as famílias com menos recursos optam pela licença de 120 dias, para receber o salário completo.
Os cidadãos que apresentaram o projeto de lei, através de uma iniciativa legislativa de cidadãos, defendem que seis meses pagos na totalidade favorecem a amamentação, protegem a saúde da mãe e da criança e dão aos dois pais o mesmo papel nos cuidados.
A lei entra em vigor com o Orçamento do Estado seguinte à sua publicação.
A licença parental inicial paga a 100 % passa a durar 150 dias sem partilha, ou 180 dias se os dois pais a partilharem. As regras valem para as licenças que comecem a partir de 1 de janeiro de 2027.
A iniciativa pedia 180 dias pagos a 100 % em qualquer caso, ou 210 a 240 dias com partilha. A versão aprovada paga 100 % durante 150 dias sem partilha e durante 180 dias com partilha. Para chegar aos 180 dias, cada progenitor tem de gozar pelo menos 30 dias seguidos em exclusivo, ou dois períodos de 15 dias. Alguns grupos parlamentares dizem que a versão aprovada fica aquém do que os cidadãos esperavam.
O PSD e o CDS-PP abstiveram-se na generalidade. O PSD disse que o Governo já tratava o tema na reforma laboral. Em 2025, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, avisou que uma licença mais longa podia agravar a desigualdade entre homens e mulheres, porque as mães ainda tratam da maior parte dos cuidados. O Governo defende que os pais partilhem a licença.
O Chega quis proteger as licenças já em curso em 1 de janeiro de 2027. O PSD bloqueou a proposta e o PS absteve-se. As novas regras valem só para licenças que comecem a partir dessa data.
A IL e o Livre opõem-se ao limite de cinco anos da jornada contínua incluída no mesmo diploma.